Entidades assinam manifesto pedindo urgência no processo de concessão da Cedae

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Entidades pedem a abertura da licitação conforme modelagem elaborada pelo BNDES

Entidades assinam manifesto pedindo urgência no processo de concessão da Cedae ReproducaoA Firjan e outras entidades empresariais assinaram, nesta semana, o manifesto “O Rio de Janeiro não pode esperar”, pedindo urgência na autorização do edital de concessão da Cedae.

O documento foi encaminhado ao governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, ao presidente e demais lideranças da Alerj e à bancada federal do Rio no Congresso Nacional. Também receberam o manifesto o presidente Jair Bolsonaro e os ministérios ligados às áreas de saneamento e meio ambiente.

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As entidades signatárias do documento – Firjan, ABCON, CBIC, Abdib, Abimaq e Abemi – pedem a abertura da licitação conforme modelagem elaborada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  “O setor mais atrasado da infraestrutura fluminense passa por uma oportunidade rumo à modernização. No Estado do Rio de Janeiro, cerca de 88% da população têm acesso a abastecimento de água, nem sempre com qualidade e regularidade, e apenas 37% da população têm acesso a coleta de esgoto”, informa o manifesto, o qual estima que uma quantidade de esgoto equivalente a 450 piscinas olímpicas são lançadas por dia apenas na Baía da Guanabara.

“Investir em saneamento é fundamental para a retomada da economia, a melhoria da saúde da população e a preservação do meio ambiente, propiciando empregos, renda e qualidade de vida”, afirmou o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, durante o Seminário Visão do Saneamento – Brasil e Rio de Janeiro, realizado pela federação em 23/11 com a presença de Castro; do ministro da Economia, Paulo Guedes; e do presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Com potencial de destravar mais de R$ 30 bilhões em investimentos para diversos municípios fluminenses e de gerar 480 mil empregos em todo o estado, ao longo de 35 anos, a concessão da Cedae levaria ainda a um efeito multiplicador de R$ 42,7 bilhões na economia fluminense, em uma variedade de setores, como construção civil, metalurgia, comércio, serviços e logística. Os dados foram levantados pela Firjan e apresentados às autoridades.