Teoria da conspiração?

Teoria da conspiração (também chamada de conspiracionismo) representa toda e qualquer teoria que explica um evento histórico ou atual como sendo resultado de um plano secreto levado a efeito geralmente por conspiradores maquiavélicos e poderosos. Deu nome a filme na década de 90, contando a história de Jerry Fletcher, um taxista de Nova York. Nos horários de folga, ele distribui um boletim que informa as pessoas que segundo ele, existe uma conspiração planejada por terroristas para assassinar políticos.

Na atual política fluminense, a “Teoria da Conspiração” que vem ganhando força não visa plano de assassinato algum, a não ser de uma aliança que “dá as cartas” no estado do Rio de Janeiro nos últimos oito anos. Por mais que uma ala do PT resista ao rompimento com o Governo do Estado e o Prefeito do Rio em troca de nomeações em secretarias, o lançamento antecipado da pré-candidatura do senador Lindbergh revelou uma guerra de bastidores pelo apoio de importantes partidos que cresceram no Estado nas últimas eleições. PT e PMDB batalham para atrair ou manter em suas coligações o PSD e o PSB.

Com o PSB a relação já parece bastante firme, desde que Lindbergh frequentou o palanque e ajudou na eleição de Alexandre Cardoso em Duque de Caxias e de Rubens Bomtempo, em Petrópolis. Já desse namoro recente de Lindbergh com o PSD, surge a tal teoria que possui algumas vertentes descabidas e outras bem possíveis.

Em recente encontro da executiva estadual do PSD no Rio de Janeiro, o atual presidente nacional do partido e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, manteve o discurso de aliança com o Governador Sérgio Cabral e com Eduardo Paes, que deverá ter como seu secretário de esporte e lazer o presidente estadual da legenda, Indio da Costa. A aliança se concretiza ainda, na promessa em fazer do deputado André Correa o próximo presidente da Alerj, no pleito de 2015, mantendo-o até lá como líder de seu governo na Assembleia.

No entanto, política não se faz somente com alianças, mas também com votos. E de votos, o deputado Wagner Montes entende como poucos. A possibilidade de trazer o apresentador para uma aliança em torno de Lindbergh ao governo do estado, animou os dois lados, já que pelo acordo o homem do “escracha” seria o candidato ao Senado.

Além disso, Lindbergh teria sinalizado com um descontentamento da presidenta Dilma desde que Cabral organizou a passeata pelo veto ao projeto de redivisão dos royaltiesdo petróleo. Segundo as más línguas, Dilma achou a pressão descabida, pois já havia sinalizado com o veto. Isto teria estremecido a relação entre ela e Cabral e selado o apoio a candidatura própria do PT.

Assim, caberia a Lindbergh somente uma última missão para consolidar o casamento com o PSD: convencer Dilma a ceder o tão sonhado ministério que o partido almeja. É esperar para ver o final desta trama.

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