Vereadores de Duque de Caxias buscam reforços, com o Estado, para segurança

Reunião aconteceu no Palácio Guanabara e contou com a presença do secretário de Polícia Civil, Allan Turnowski

Na quinta-feira (14/10), um grupo de vereadores de Duque de Caxias estiveram reunidos com o governador Cláudio Castro e com o secretário de Polícia Civil, Allan Turnowski, no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro. A solicitação para o encontro partiu do presidente da Câmara, Celso do Alba (MDB).

O objetivo foi cobrar celeridade nas investigações das mortes de parlamentares no município e buscar soluções para dar fim aos crimes contra políticos na Baixada Fluminense.

Em pouco mais de sete meses, três vereadores de Duque de Caxias foram assassinados: Danilo do Mercado, em março, juntamente, com seu filho; Joaquim José Quinzé Santos Alexandre, Quinzé, em setembro; e Alexsandro Silva Faria, Sandro do Sindicato, no último dia 13.

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 “Hoje, nós estamos parlamentares, mas somos pais de família. Somos sabedores do grande aumento da mancha criminal que, não só em Duque de Caxias, mas na Baixada Fluminense. Tenho certeza de que o governador irá nos atender para que possamos ter um norte e elucidarmos estes casos mais rápido possível. Precisamos de respostas”, disse o presidente da Câmara de Duque de Caxias.

Após a reunião, houve coletiva de imprensa. Cláudio Castro ressaltou a parceria da Câmara com o órgão de segurança do Estado. “Houve um compromisso da Polícia Civil com a Câmara para que a investigação seja colaborativa, com o fornecimento, por parte dos vereadores, de informações e dados sobre o vereador que auxiliem a Secretaria de Polícia Civil no inquérito”, disse o governador.

O secretário de Polícia Civil, Allan Turnowski, explicou que um dos casos já tem até pedido de prisão feito e que está muito otimista em resolver os três casos rapidamente. Também destacou que a investigação aponta para casos apartados, sem relação entre si. “Óbvio que a gente vai estudar o passado de cada uma das vítimas, pois isso faz parte do processo de investigação de homicídios, mas, principalmente, para saber se é o passado que levou ao homicídio ou se é uma questão política”, disse Turnowski.