Cristo Redentor é homenageado com lançamento de selos e medalhas

Eleito uma das sete maravilhas do mundo moderno, monumento tem 38 metros de altura

O lançamento nesta terça-feira (12/10) de um bloco especial, com quatro selos, e de quatro medalhas em homenagem ao monumento do Cristo Redentor, foi transferido do santuário do Corcovado para a Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, devido ao tempo instável com chuvas pela manhã.

A emissão dos selos faz parte da obra arquitetônica e artística brasileira, reconhecida internacionalmente e considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno.

A arte do bloco filatélico é composta por quatro obras originais do empresário e artista brasileiro Oskar Metsavaht. Ele disse que a construção do santuário do Cristo Redentor contou com a união de todas as classes sociais, étnicas, religiosas e econômicas, que se reuniram através de voluntariado ou de doações para a construção desse símbolo.

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"Foi um momento de união da nossa cidade e do país, criando esse símbolo tão importante para a nossa cultura e para a sociedade”, opinou.

As medalhas possuem na parte superior do anverso, a aplicação de uma opção da Marca Comemorativa dos 90 Anos do Cristo Redentor entre as eras 1931 e 2021. Na parte inferior, há composição formada, em primeiro plano, pelo Cristo Redentor feito por meio de modelagem manual, e, ao fundo, pelo contorno da Baía de Guanabara, com seu traçado característico. Em acabamento granitado, estão as silhuetas do Pão de Açúcar e da cidade do Rio de Janeiro.

No reverso está em destaque, à esquerda, a imagem do Cristo Redentor acompanha a frase: DE BRAÇOS ABERTOS PARA O MUNDO. Complementando a composição, há à direita, com acabamento granitado, triângulos que formam um mosaico e fazem alusão ao engajamento da população, na sua maioria mulheres, que confeccionaram placas de tecido revestidas de esteatita (pedra sabão) que viriam a ser aplicadas em toda a estátua, conferindo-lhe ainda mais beleza. Abaixo, está a logo da Casa da Moeda do Brasil-CMB.

Os selos

Um dos selos tem um fundo composto por uma fotografia em tons de cinza onde o Cristo Redentor, em primeiro plano, aparece sobre o Monumento Natural das Ilhas Cagarras, unidade de conservação localizada em frente à praia de Ipanema, na zona sul do Rio.

Os três selos sobrepostos ao fundo são obras icônicas do olhar do artista para o Cristo Redentor, revelando sua pele, formada por milhares de pequenos triângulos de pedra-sabão. As fotos foram impressas em preto, tendo fundo prata para ressaltar os detalhes do monumento. Acima dos selos, há a assinatura comemorativa junto da logomarca oficial do santuário. Além da fotografia, foi usada a técnica de computação gráfica.

A apresentação dos selos faz parte ainda da exposição promovida pelo santuário, iniciativa que integra a programação comemorativa dos 90 anos do monumento. Com tiragem de 20 mil blocos e valor de R$ 11,85 cada, os selos estarão disponíveis em breve nas principais agências dos Correios.

As medalhas

Cristo Redentor e homenageado com lancamento de medalhas2 Reproducao Casa da MoedaConfeccionadas pela Casa da Moeda, as medalhas comemorativas em homenagem aos 90 anos do Cristo Redentor têm quantidade limitada. Foram confeccionadas 2.590 unidades sendo 90 em ouro, 200 em prata, 300 em bronze e 2.000 em cuproníquel, que é uma liga metálica de cobre e níquel.

As medalhas podem ser compradas no site da própria Casa da Moeda. Em ouro custa R$ 3.700, prata R$ 647 e em bronze o preço é R$ 145. A mais barata é a produzida em cuproníquel, que custa R$ 60.

Restauração

Cristo Redentor Rio de Janeiro celebra os 90 anos do Cristo Redentor2 Tania Rego Agencia BrasilA qualidade da obra impressiona a arquiteta e escultora Cristina Ventura, coordenadora da mais recente restauração do Cristo. “É uma qualidade que chama a atenção nos dias de hoje. Isso que é o mais espantoso. Você hoje não encontra estruturas muito mais recentes com a qualidade que foi feita nessa obra”, diz Cristina.

“Não tem nenhuma construção nesses moldes, nesse período, com essa audácia que foi o Cristo. Um outro marco é que o Cristo é a maior escultura art déco do mundo”, acrescenta.

A arquiteta lembra que não só engenheiros e arquitetos envolvidos no projeto foram audaciosos mas também os operários sem equipamento de proteção individual pendurados em andaimes sobre um precipício de mais de 700 metros de altura. “Eu fico imaginando isso quando nós, da equipe, fazemos as coisas com tanto amor, imagina para eles que estava construindo o Cristo Redentor. Que tipo de compromisso que essa galera não tinha aqui, sabe?”, pondera Cristina.

Para o aniversário de 90 anos, foram feitos reparos emergenciais em partes que haviam sido danificadas pelas intempéries: trechos do manto, dedo direito e parte frontal da cabeça. Além disso, como parte da manutenção preventiva, o Cristo ganhou um equipamento para medir os ventos que atingem a estátua e também um para-raios reforçado. (com informações da Agência Brasil)

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